sábado, 21 de julho de 2007

Descoberta #2

Hoje infelizmente descobri, da maneira mais dolorosa para meu coração, minha alma, orgãos internos e afins, a dor do arrependimento. A saudade daquilo que não fiz.
Ai, prateada menina, por que me torturas se mostrando tão distante, se despindo tão próxima às minhas vistas, mas não ao alcance de minhas mãos?

Juro nunca mais te deixar escapar por entre os dentes!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Só porque Leo gostou...

E estou com preguiça de passar coisas pro PC.

"E você precisa de drogas para ficar dopado?

Quantos "dopados sociais" você conhece?

Gente que não pensa sozinha, gente que leva qualquer coisa mostrada nos jornais à serio. Gente que não tem fome do mundo, mas fome de si mesma, e não entende meus apelos.

Cada despertador deveria ser engatilhado para as quatro da manha, quando todas as neuras atacam aqueles que ainda tem medo de dormir, mas não conseguem mais vagar como corpos sem vida.
Sem vida, mas com uma alma, berrando, lá no fundo. Como queria deixar esse berro me escorregar garganta afora...da minha para a tua, como esperma, ou catarro, como se você o quisesse engolir.

Engula."

terça-feira, 17 de julho de 2007

E começa.

Isso. Começar algo
é tão mais difícil que demolir.

Então vou tentando, desde pequeno
me demolir por dentro,
na esperança de ver algo novo.

Demolir cada conto, cada poema,
demolir minha alegria,
tristeza
prazer.


Vou nos dedos de um violeiro,
já velho,
enrugado,
a voz lhe falha, e falha!
e falha.
Sua seresta, nostálgica,
quase sozinha
quase mecânica,
mas acha seu caminho
aos meus ouvidos

que já doem
da constante obra
em meu peito.
O bater do martelo

em meus tímpanos, AAH!!MELODIA!!
Mais uma vez digo que a dor é bela.

Fosse só musica tudo bem,
tudo bem,
mas o uísque também acha seu caminho

finalmente me demolindo

e vou pra cama.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

O mundo é luz

Não, não é isso que eu quero. Não quero mais as antigas gueixas, não quero minhas princesas em suas torres. As ignoro todas. Inclusive as de sal, que são as piores. O cheiro de sexo me enjoa, e a visão de uma prostituta me faz imaginar coisas completamente diferentes daquelas quais homens normais pensam quando as vêem. É sério. Quero minha tangerina debaixo da coberta, reclamando. Quero sentar num dia frio com uma xícara de algo horrível, mas que bebo para parecer legal na sua frente, entre nós. Quero rir de como você não faz nada direito, mas mesmo assim é a garota mais esperta que conheço.
Mas não. As faíscas que exalo de minhas narinas queimam toda e qualquer seda que seus bixinhos poderiam fazer à nossa volta. É minha maldição não te ter, só pelo fato de não querer abrir mão das regalias de ser um intolerante. Me disseram que o mundo é luz, o mundo é luz, mas já perdi minhas referencias há tanto tempo que não sei mais o que a luz é.
Imaginava ser o que tinha. Hoje vejo que vivi boa parte dessa vida em sombras, acreditando ver o sol. Como diz uma parte de um poema, meu, inacabado, ninguém me disse que além do bojador a dor também existe. Ninguém. E como existe, meu Deus!


***

Só uma curiosidade de ultima hora...
em russo se usa as mesmas palavras свет(мир) = свет (Mundo = Luz)

domingo, 1 de julho de 2007

Soneto #17

Meu coracao que mal bate
bate mal ou quase para
Nao quer mais viver em tal laura
Sem ter quem o maltrate

Já esqueceu cada face
toda paixao, toda tara
É agora uma idéia vaga
qual espero que logo passe.

Oh! Mas de quando em quando
Ainda o sinto
Me apertando o peito

Seu patético protesto
por estar sozinho
Mas nada pode ser feito...

Que tal músculo me mate
Já nao há quem me salve!

Nao aceito sua mao perfurada
Nem tu de volta, menina amada!

E por mais que o coracao reclame,

Dentro dele já nao haverá nem uma alma.