domingo, 2 de março de 2008

Vício

Um eco horroroso me ataca as entranhas. Desde aquela cena. Se acreditasse num deus qualquer, acho que lhe perguntaria agora "Mas por que sempre assim?"

Há ecos no silêncio?

Que coisa é a vida. brincamos infinitamente de esconde-esconde com o resto do universo, que parece se esconder atrás do véu dos pensamentos cotidianos. Mas, como na quântica, há uma enorme chance de não haver nada lá, duvida essa saldada sómente ao se espiar.
E então, que face vistes? da morte, da vida, do ciclo sem fim?
Não. Não quero me gabar, mas o que vistes, meus caros, foi algo tão horrendo e complexo, que tiveram de apagá-lo de suas memórias, só para reiniciar a busca.
Mas ah, por que me repito tanto?

Só queria dizer que não to legal. Parece que finalmente encontrei o limite pro lado de dentro do corpo, e sangramentos internos nao coagulam assim tão fácil. Pelo menos o dano foi progressivo, gradual, lento, não me arrancaram metade do fígado, dos intestinos, do estômago, um pulmão talvez. Eles se demitiram lentamente, e me deixaram com o exibicionista, o percucionista, o pentelho. Aquele que não me deixa dormir de noite.

Quem precisa dum cerebelo quando se tem todas as emoções de não se conseguir levantar direito da cama pelos motivos mais bestas?
Alias, disso que estou precisando. Banho de cama.