Tenho um amigo que está sendo moldado. Mudado. Pobre diabo. Sendo açoitado por milhas e milhas de pedras, tendo que correr não sabe de quê, tendo que se cortar todo para se reinventar.
Seu algoz o quer, mas não como ele é agora. Seu algoz o persegue, noite adentro, em abdominais, sonhos, ataques epiléticos, batidas de portas e de outros atabaques.
Tenho um medo que está sendo moldado. Mudado. Pobre diabo. Sendo testado por dias e dias de sol e chuva, tendo que se adaptar a deus sabe o quê mais, tendo que se esfacelar todo para me reinventar.
Eu quero esse algoz, exatamente como ele é agora. Algoz que me persiga, noite adentro, entre suores, pudores, ataques epiléticos, batidas de portas e outros atabaques.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
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