terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Conto-minuto besta.

Um arco esticado
tenso, no limite de sua vontade
a flecha aponta para o vazio, procurando formas que os olhos nao veem.

Seria tao simples assim acabar com uma vida?
Uma vida que nao conhece, nao conheco, nao importa, sao as cores, eles levantam cores que nao as nossas, logo...
Logo...
Logo...

Os musculos cansam, ja ouco o latejar de minhas veias, pulsando ao longo do braco suado, ribombando. Os tímpanos tao nervozos quanto os tendoes.

*BAM*, um estrondo, sangue, o arco cai sem cumprir sua funcao. Um tiro. Um tiro.

Nem toda filosofia é a prova de balas. A tecnologia acaba com qualquer poesia que seja.

***

Na verdade minto nesse que deve ser o conto-minuto mais besta que já escrevi, mas que está aqui só pela nescessidade de escrever qualquer baboseira.
Se bem que, entre uma feia e triste locomotiva levando seus passageiros sob uma nuvem gris, o barulho ritmado das rodas coiceando os trilhos como um lamurio de ferro e poeira e um onibus defecando um vaporzinho qualquer enquanto nao reclama nem dos piores buracos na estrada, qual leva mais poesia?
Arranque poesia do pior, e serás a porra d'um genio.

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