Que saudade que tenho de como tu me chupava a língua.
Nem sei por quê te falo, se não vai entender patavinas. Mas que é verdade é. Na falta de outra língua que nos unísse, usamos sempre aquela dos sabores. E que sabores! Saudade do agridoce do teu suor; do cheiro seco de sua nuca, bem ali onde terminam os cabelos, negros, húmidos, e começa o alvo vale que tão tímidamente conquistei; Do gosto (de sangue novo ou de moedas?) de teu sexo, da forma de teus pés, do barulho de suas unhas, riscando o estofado de minhas coxas. Dos pêlos, fofos, de tuas axilas, a perfeição das sobrancelhas, a maciez das nádegas em minhas palmas ou o eriçar de um mamilo, um apenas, no vento frio de Abril. Beija meus olhos, que você é Abril. Sempre foi. Maio inevitavelmente chega; Mas você continua lá, imóvel, dócil como pássaro ferido de quem me aproveito.
Hoje, quem precisa de cuidados sou eu. Falta algo. Não sei bem o que é, mas falta algo aqui.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
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7 comentários:
bonito, verdadeiro...
me comoveu. :~
a fonte da inspiração tinha acabado
e eu acho que não voltou ainda não =P
UAU!
essa é a pergunta que não quer calar...mas meu deus, o que é que falta tanto??
um Abraço companheiro, pra nós que sofremos pelo que não sabemos e achamos que o conhecemos =***(
Falta a vontade...
Vontade é o que não falta.
nussa amei o post,bem profundo meus parabéns pelo blog.bjo
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