Com as sementes da família, desperdiçadas sobre meu ventre nu, é que quero, contigo, semear os frutos do fim da frustração.
Não é assim que vão nascer, nem do cultivo pesado ou dos enxertos de carne que poderia fazer em ti. Nada cresce se esperando deitado. E é bom, vez por outra, sob a sombra desse ventilador. Mas não só.
Quero passear sobre esses campos inglórios, quero pisotear velhas gargantas, quero, contigo, calar a frente de outro mundo qualquer e poder pensar "Ei, não tenho medo".
Quero, contigo, calar pra sempre. A frente de outro mundo. E poder pensar.
"Ei, não tenho mais medo".
segunda-feira, 15 de junho de 2009
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2 comentários:
Ei...
acho que também não tenho mais medo.
o.O
te amo
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