Que sei eu na condição humana? Nada. Ou quase nada. Sei que é finita. E dolorosamente curta. Poderia, como outros, comparar-nos à estrelas cadentes, fogos de artifício, velas, qualquer besteira. Mas não.
Sei que a arte nos define. E que está completamente moribunda.
Que acontecerá com o ser humano com o fim da arte? Afinal, existirá este fim?
Acredito que o erro, talvez, seja o registro. O registro de tudo, o acesso à tudo, tudo, tudo, tudo fica igual, perdemos a continuidade silenciosa dos contos contados de orelha em orelha. Ninguém mais conta contos. Pode parecer uma besteira, uma obviedade. Sei lá por que só parei pra pensar nisso agora, mesmo com Adorno e Benjamin gritando nos meus ouvidos.
Mas, afinal, cada vida não é sua, à seu modo? Não temos todos algo que ouvir ou dizer, seja da forma que for?
Então quando foi, Deus, que paramos de nos admirar?
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
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